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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Filme #63 - sexta-feira - 10/02/12

Guerra ao terror (The hurt locker, 2008)



Baixei AQUI.

Quando esse filme tirou de Avatar o Oscar principal de 2010, muita gente se surpreendeu. Pois, se eu já não achava a super-produção de James Cameron grandes coisas, após finalmente assistir a esse filme eu tenho a sensação de que a justiça foi feita. Guerra ao terror é um excelente filme de guerra. Gosto muito desses filmes que tiram o foco do recruta normal e colocam o conflito na visão dos especialistas. Foi assim com o ótimo Círculo de Fogo (Enemy at the gates, 2001 - tem AQUI pra baixar), que mostra a II Guerra pela visão de snipers, e em Guerra ao Terror temos o Iraque sob a ótica dos especialistas em desarmar bombas. 
O filme faz uma reflexão sobre os motivos da guerra, sobre a dificuldade em se detectar os inocentes na guerra moderna e, mais ainda, sobre como algumas pessoas passam a se sentir mais a vontade naquele cenário do que na paz.
Recomendo.  

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Filme #62 - quarta-feira - 08/02/12

A bela adormecida (Sleeping Beauty, 2011 - Já achei também como Beleza adormecida)


Baixei AQUI.

Nós sempre pensamos em cinema enquanto imagem com movimento e som, por isso causa estranheza quando aparece um filme como esse, que dispensa a trilha sonora e abusa dos planos abertos praticamente estáticos. A história começa interessante, e o filme tem uma boa premissa, que infelizmente vai se tornando aborrecida com o passar do tempo. Vale pela belíssima Emily Browning, que talvez seja uma das mulheres mais bonitas de Hollywood na atualidade. 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Filme #59 - terça-feira - 31/01/12


Bruna Surfistinha (2011)



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Filminho chinfrim. Como drama, é chatinho, não nos envolve, não nos atrai. Como filme "erótico", não excita, apesar de todas as cenas de nudez e insinuação de sexo. A atuação de Débora Secco não conseguiu dar cor à vida da ex-prostituta, e o roteiro não conseguiu passar da superficialidade do relato sem contexto. Não cheguei a ler todo, mas - pelo que li ao folhear numa livraria - o livro não passa de um amarrado de relatos eróticos mal escritos. Acho que a ideia de adaptar isso para o cinema já começou toda errada...  Esse filme é daqueles que será esquecido em poucos anos.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Filme #55 - terça-feira - 31/01/12

VIPs (2011)



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No final do filme, aparece a mensagem: "Essa é uma obra de ficção baseada no livro 'VIPs - Histórias Reais de um mentiroso', de Mariana Caltabiano". Mais justo seria dizer: essa é uma obra de ficção barata que rouba alguns episódios do livro e inventa o resto para não ter que se aprofundar na questão fundamental: porque o cara fazia isso tudo? A resposta: porque ele podia. Porque era fácil. Porque as pessoas são ingênuas, querem tirar vantagem...
O filme é bem fraco, mas o Wagner Moura consegue ter uma boa atuação - como sempre. A produção podia se preocupar mais com a verossimilhança (na cena onde Bizarro canta em um puteiro no Paraguai, as mulheres parecem todas assistentes de palco do Caldeirão do Huck. Essa pessoa obviamente nunca entrou em um puteiro, e nem nunca foi ao Paraguai...). Não vale o tempo perdido. Melhor assistir Prenda-me se for capaz (Catch me if you can, 2002, AQUI pra baixar), que conta a história de um picareta do mesmo naipe, porém com melhor direção e mais respeito aos fatos reais.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Filme #50 - quinta-feira - 26/01/12


Magnólia (Magnolia, 1999)



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Esse filme é um soco no estômago. Lembro que quando vi pela primeira vez quase morri de tanto chorar no cinema. Quase 12 anos depois eu vejo de novo e ele ainda tem o mesmo impacto. Atuações fantásticas, direção cirúrgica, trilha sonora perfeita. Se você ainda não assistiu, pare tudo e veja AGORA.
PS: Fiquei pensando: como esse filme não ganhou o Oscar em 2000. A minha surpresa foi maior quando vi que ele nem foi indicado. Aí fui ver que era o ano de Beleza Americana, outro filmaço. Mas pelo menos entre os 5 melhores do ano ele devia estar... (É muito melhor que Regras da Vida e O sexto sentido).

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Filme #44 - terça-feira - 17/01/12

Inverno da Alma (Winter's Bone, 2010)



Baixei AQUI.

Há um ano eu fico ouvindo gente falando que esse filme era genial, que era um dos melhores de 2010, coisa e tal... Nesse tipo de situação, é comum se decepcionar. Pois, hoje eu finalmente assisti e, apesar de toda expectativa, o filme realmente é muito bom. É uma história simples, uma trama de tráfico num ambiente redneck. Porém, a condução da desconhecida diretora Debra Granick (também uma das roteiristas) faz valer a pena. Me lembrou um pouco o premiado Onde os fracos não tem vez (No country for old man, 2007, pra baixar aqui). Porém, onde a fotografia dos Irmãos Coen remetia ao calor do Texas com seus filtros amarelados, aqui o azul traz o frio do Missouri. 
Vale para quem quer um bom filme que fuja dos clichês. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Filme #35 - Terça-Feira - 10/01/2012

Gigantes de aço (Real Steel, 2011)



Baixei aqui.

"Um misto de 'Rocky' e 'Falcão' saído do inferno, e a pior homenagem já feita ao Stallone." Assim Salimena definiu Gigantes de aço, e mesmo sabendo disso eu peguei esse filme para assistir. Na verdade, já tinha me interessado pelo filme quando saiu o trailler. Achei que seria um filme sobre batalhas de robôs gigantes, tipo One Must Fall 2097, um dos jogos que eu adorava lá pelos idos de 1995... No entanto, no filme os robôs não são gigantes, simplesmente substituíram os lutadores humanos simplesmente por uma questão politicamente correta, tipo aqueles filmes que colocam robôs no lugar dos capangas para não ter sua qualificação etária aumentada por mostrarem sangue.
Eu gosto do Hugh Jackman, mas esse papel não tem o menor carisma... Em momento algum eu consegui simpatizar com o picareta Charlie Kenton...
Um filme aborrecido, para ser esquecido. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Filme #34 - Segunda-feira - 09/01/12

5 days of war (ainda sem título em português, 2011)



Baixei aqui.

Quando entrei para a faculdade de jornalismo, me interessava o jornalismo esportivo, jornalismo cultural ou ser correspondente de guerra. Muito rápido saquei que a maioria dos meus colegas de profissão trabalhava cobrindo buracos nas ruas ou maracutaias de vereadores, e logo me desencantei com a carreira, que já não era a que eu mais queria (mas isso é uma outra história, talvez para outro dia). No entanto, o curso me deu uma visão crítica (cínica?) de várias coisas, inclusive sobre a cobertura das guerras. 
O filme abre com a famosa frase do senador americano Hiram W. Johnson: "Na guerra, a primeira vítima é a verdade". A citação de efeito - proferida em 1918 - pode impressionar muitos, mas eu perguntaria ao senador: qual verdade? Um dos mitos do jornalismo em todo mundo é a imparcialidade. Acontece que o jornalismo é feito por pessoas, e as pessoas, por natureza, não são imparciais. As pessoas, em qualquer disputa, tendem a tomar um partido. Experimente assistir a um jogo onde teoricamente você não tem interesse por nenhum dos dois lados: em pouco tempo você terá escolhido um dos times para torcer. Isso é do ser humano, a necessidade de se posicionar. Assim, quando um jornalista vai cobrir um fato, é natural que ele se posicione, motivado por fatores que nem sempre estão claros, nem mesmo para ele. No entanto, o cinema não tem nenhum compromisso de ser imparcial, honesto ou justo. E aí é que a coisa se complica. 
O cinema norte-americano é famoso por tomar partido do lado errado nas disputas. Basta lembrar de John Rambo - o exército de um homem só - expulsando os soviéticos e colocando o Talibã no poder do Afeganistão. Acredito que se Hollywood tivesse florescido mais cedo, teríamos ali por 1934 alguns filmes americanos louvando a reconstrução alemã pelo Partido Nacional Socialista.
5 days of war é um filme baseado em uma história real, sobre jornalistas que foram cobrir a Guerra da Geórgia, em 2008. É um filme sobre guerra, mas não é um filme de guerra. Co-produzido pela Georgia International Filmes, com apoio das forças armadas georgianas e do Banco da Geórgia, é fácil adivinhar de qual lado desse conflito a película estará. 
Aqui cabe uma breve digressão (meus alunos sabem que eu gosto de digressões...): Guerras acontecem desde o começo da humanidade, porém parece que cada vez menos as pessoas entendem as guerras. Existem convenções internacionais que estabelecem crimes de guerra, mas é muito claro que as punições só são aplicadas para aquele que comete o pior crime de todos - ser derrotado. Numa guerra, não existem vítimas inocentes: todos são culpados por pertencer ao povo inimigo. Ou podemos dizer de uma forma diferente: em uma guerra, todas as vítimas são inocentes, já que os soldados não decidem contra quem vão lutar e os donos das decisões quase nunca se tornam vítimas. Uma guerra é algo violento, sangrento, e - pasmem - as pessoas morrem. Civis e militares; homens e mulheres; adultos, velhos e crianças. É ingênuo achar que se faz guerra sem baixas inocentes. Baixas inocentes garantem a vitória em uma guerra. Ok, até aceito o discurso pacifista dos que são contra as guerras. Eu acho inútil (pra mim é como ser "contra a gripe", ela existe e sempre vai existir), mas ok. Agora, eu não aguento o grande número de SOLDADOS PROFISSIONAIS, principalmente norte-americanos, que vêm se levantando contra a guerra. Ora, soldados são treinados para guerrear, e como eu disse, na guerra não existe justiça. Assim sendo, quando se voluntariou para o exército (nos EUA não existe mais convocação há décadas), sabiam - ou ao menos deveriam saber - exatamente para o quê estavam se candidatando. Soldados contra a guerra ou são idiotas ou são hipócritas. (Fecha a digressão).
Como eu dizia, o filme é totalmente pró-Geórgia. E ele te faz tomar partido daquele país, sendo invadido, tão fraco, com um presidente "tão humanista" (interpretado por Andy Garcia)... Os depoimentos das "vítimas inocentes" ao final do filme convence e leva às lágrimas, e talvez tivesse me convencido... Se eu não estivesse lendo um livro de uma jornalista brasileira que esteve lá e conta os mesmos fatos de uma forma diferente (Com vista para o Kremlin, de Vivian Oswald... Vale citar alguns trechos das páginas 189 a 191:
"Logo após a ofensiva georgiana à Ossétia do Sul - que acabou por desencadear a desproporcional reação russa - todos os sites de domínio '.ru' foram tirados do ar na Geórgia. As informações a que se tinha acesso no país eram pró-Geórgia em sua maioria. Na mídia georgiana - majoritariamente favorável ao governo -, ninguém via os ataque das forças nacionais à Ossétia do Sul, nem a situação dos cidadãos russos que fugiram para a Ossétia do Norte. Só se via o revide.
(...)
De olho nos jornalistas estrangeiros, que não paravam de chegar ao país, o governo georgiano improvisou um comitê de imprensa no lobby do hotel, prestando informações em inglês sobre as alegadas atrocidades russas."  
Sobre o bondoso líder georgiano, a jornalista escreveu: 
"O estranho presidente Mikhail Saakashvili mantinha-se praticamente 24 horas no ar. Dava, pelo menos, uma entrevista por dia aos principais canais de televisão, além de longas exclusivas, muitas vezes em inglês. 
(...)
Ex-advogado em Manhattan e ex-aluno da Universidade de Columbia, Saakashvili mostrou dominar a arte de fazer marketing. Esse ex-cidadão soviético disse que a Geórgia tinha 'olhado o diabo nos olhos', ao referir-se à Rússia. Viciado em informação, lia todos os meios de comunicação, a ponto de citar, em minúcia, articulistas ou reportagens durante as entrevistas.
O filme mostra o discurso emocionado ao final da guerra, uma demonstração de força do georgiano. Vivian Oswald descreveu assim:
"No dia em que o acordo de cessar-fogo foi negociado entre a Rússia e a União Européia, Saakashvili surpreendeu a todos com a presença dos líderes da Polônia, Ucrânia, Lituânia, Letônia e Estônia em um imenso palco onde haveria um show de música popular. Tratava-se de uma provocação e tanto aos russos. Eram os chefes de Estado de antigas repúblicas soviéticas e um ex-satélite (a Polônia) com os quais a Rússia se mantinha às turras. Nesse dia, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que estava em Tbilisi, não apareceu. 
O palco estava no mesmo pátio no qual o governo georgiano montou, a céu aberto. o espaço para as coletivas de imprensa quase diárias. O cenário se compunha de um painel gigante com a imagem da fachada do prédio, então em reforma, margeado por bandeiras da Geórgia e, curiosamente, da União Européia. A Geórgia vivia a alegar que a bandeira era do Conselho da Europa, entidade mais antiga e relativamente menos importante da qual faz parte, que tem como símbolo o mesmo pavilhão azul com estrelas amarelas.
(...)
Após ser criticado e enquadrado por usar indevidamente a bandeira da UE como pano de fundo de suas entrevistas, passou a fazer suas aparições na televisão com um mapa da Geórgia em que apontava com uma batuta a posição das tropas russas."
A jornalista deixa claro:
"Boa parte dos conflitos entre Rússia e Geórgia foi travada não em campos de batalha, mas na mídia, Ameaças, acusações, guerra de informações e tentativas de manipulação da opinião pública marcaram a disputa dos dois lados. O mais importante era chamar a atenção da comunidade internacional para a verdade. E foram apresentadas várias versões dela."
A julgar pelo filme, a guerra ainda não terminou...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Filme #33 - Sexta-Feira - 06/01/12

9º Pelotão (9 rota, 2005)



Baixei aqui.

Dei uma pausa nos filmes recentes para assistir esse que eu achei por indicação de uma lista dos melhores filmes russos de todos os tempos.  O enfrentamento entre soviéticos e afegãos é conhecida como o Vietnã dos Comunistas, uma guerra onde Davi vence o Golias usando seu terreno e táticas de guerrilha. Baseado em um episódio real, esse filme conta a história do ponto de vista dos soldados russos, sem questionar ideologias ou motivos (aliás, quando se conhece as razões da guerra a coisa fica ainda mais absurda. Para isso, recomendo alguns capítulos de A revolução de 1989 - A queda do Império Soviético). O único filme que eu me lembro de abordar essa guerra foi Rambo III, o pior da série, que sinceramente não conta... (Se ainda assim você quiser assistir, tem AQUI pra baixar).
 É interessante como nós já assistimos dezenas de filmes sobre as guerras travadas pelos EUA (principalmente o fronte ocidental da Segunda Guerra e a Guerra do Vietnã - agora que começam a surgir bons filmes sobre o Golfo, como o bom Soldado Anônimo - baixe aqui, e sobre a incursão americana no Afeganistão, com o também interessante Leões e Cordeiros - baixe aqui), mas quase nada sobre os outros conflitos importantes do século XX.
9º Pelotão recheado de drama e carnificina, como todo bom filme de guerra deve ser.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Filme #32 - Quinta-Feira - 05/01/12

O homem que mudou o jogo (Moneyball, 2011)



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Continuando a lista dos possíveis "papa-prêmios" de 2012. Esse filme tem um mérito inegável: contar uma história - com todos os detalhes - sobre o esporte mais chato do mundo, e ser interessante. Pior: o filme nem fala dos jogadores, mas sim das mudanças no sistema de contratação de jogadores - que passou de algo mais "instintivo" para um método científico que teria sido inventado por um segurança de fábrica. Enfim, é mais uma daquelas histórias de superação que somente o cinema americano traz para você.
O filme é interessante pois vejo o futebol brasileiro passando por um momento semelhante. Escrevo no A Corneta Diária tem 2 anos e meio, e acho que um dos personagens mais frequentes em meus textos - seja como protagonista ou coadjuvante - foi o ex-manager do Vasco Rodrigo Caetano, que pediu demissão recentemente. Uma frase comum de comentaristas esportivos sobre jogadores ruins é "fulano não está errado, errado é quem bota ele pra jogar", e o filme leva esse espírito ao máximo. 
O filme tem sido incensado pela atuação de Brad Pitt - que alguns garantem que dará o primeiro Oscar ao ator. Sinceramente, não achei isso tudo. Em alguns momentos, o tique do personagem cuspir davam-no trejeitos de Aldo Raine, o que dava um gosto de atuação requentada (gosto muito do Pitt, mas achei que ele estava melhor como Mickey O'Neil, Tyler Durden ou - principalmente - Chad Feldheimer. Gostei mais da atuação discreta de Jonah Hill, como o assistente tímido, e o premiaria por ela. 
Recomendo O homem que mudou o jogo nem tanto pela história, mas pela maneira como ela foi contada, com objetividade e sensibilidade.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Filme #30 - Sexta-Feira - 30/12/11

Tudo pelo poder (The ides of march, 2011)


Baixei aqui.

Filmaço! Com esse filme abro os cotados para os prêmios de melhor filme nos festivais de 2012.  Aqui a política é tratada de maneira soberba por George Clooney. Alguns acreditam que ele faturará as estatuetas de melhor direção, mas ainda é cedo para eu afirmar isso. Só posso dizer que o filme é conduzido com leveza, fugindo da obviedade. Também estão cotando Ryan Gosling para melhor ator, mas apesar de sua atuação correta, não acho que foi para tanto.
Os bastidores da política - principalmente das campanhas políticas - é tema recorrente do entretenimento. Durante o filme, pensei várias vezes no filme Doces Poderes, de Carlos Reichenbach (tem aqui para baixar), que fala do cenário das eleições de 1989 e da vitória de Fernando Collor. Recomendo também.

PS: O título The Ides of March - Os Idos de Março - é muito mais elegante do que a tradução brasileira. Parece que as distribuidoras não acreditam na capacidade dos brasileiros em entender a analogia com a morte de Júlio César ou então simplesmente não conseguem ser sutis. Uma pena.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Filme #27 - Quinta-Feira - 29/12/11

Expresso Transiberiano (Transiberian, 2008)



Baixei aqui.

Existe uma categoria de filme que é o filme de agonia. Não é suspense, pois você já sabe o mistério, já sabe quem matou e quem morreu. A graça toda da coisa é aquela sensação de merda iminente, claustrofóbica. Esse é um filme desses. A primeira parte podia ser um pouquinho mais curta, mas a hora final do filme é de roer os dedos. A atuação de Kingsley está impecável como sempre, mas ainda estranho ver o Harrelson fazer papel de bom moço (olho pra ele e sempre vejo um psicopata...).

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Filme #17 - Terça-feira - 13/12/11

Se nada mais der certo (2009)


Foi por conta desse tipo de filme que eu decidi fazer o blog. Quando eu estava no Mestrado, nos idos de 2006, eu passava noites e mais noites em claro por conta de insônia. Com isso, eu assistia a Sessão Intercine quase todos os dias. Perdi a conta de quantas vezes assisti aquele filme sobre o sequestro da embaixada japonesa do Peru... Mas meu dia preferido era a segunda-feira, que tinha a Sessão Brasil.
É claro que eu vi muito filme merda nas segundas, mas foi interessante pra ver uma produção recente que só circula em cinema de tênis verde. É o caso do filme de hoje. O filme foi feito em 2008, lançado em 2009, com um elenco de atores famosos na TV (Cauã Reymond) e cinema (João Miguel) e eu nunca tinha ouvido falar.
A história é interessante: um jornalista passando por dificuldades por ter que sustentar uma amiga viciada acaba se envolvendo em uma série de crimes quando se envolve com uma jovem lésbica que se prostitui e um taxista. Os crimes vão ficando cada vez mais elaborados até chegarem a uma grande bolada envolvendo as eleições presidenciais.
Se apesar dos spoilers (não entreguei o final) você ainda quiser conferir, tem aqui pra baixar.

Filme #15 - Segunda-Feira - 12/12/11

Agulha (Igla, 1988)



Como eu já tinha dito, meu cunhado me passou alguns filmes em russo há algum tempo. Hoje assisti esse, que é um filme soviético, o que difere muito dos demais, que são russos mesmo. A começar pelo cenário: o filme se passa na antiga Alma-Ata (atualmente Almaty, no Casaquistão), e isso muda toda a fauna humana. A história é meio clichê de filmes de drogas - cara reencontra mulher que está viciada e enfrenta traficantes para recuperá-la - e a edição tenta soar pop e acaba parecendo com Armação Ilimitada em alguns momentos (nada mais justo, uma vez que a Armação era uma tentativa de linguagem pop na TV brasileira dos anos 80).
O filme é protagonizado por Viktor Tsoy, vocalista da banda Kino - uma das que eu mais ouvi nos últimos anos. Tsoy morreu pouco menos de 2 anos após o filme, e surgiu um verdadeiro culto sobre o cantor. Em Moscou e em São Petesburgo jovens se reúnem para homenageá-lo deixando cigarros e velas em muros grafitados com sua imagem.
A trilha sonora (também da banda Kino) é outro ponto forte, e a versão que eu consegui ainda tinha legendas nas músicas.
Enfim, não é um filme fácil. Tem que dar um desconto por se tratar de um filme dos anos 80, mas vale a experiência.

PS: Foi meu cunhado que me passou, mas achei o filme pra baixar nesse link. Não testei. Não me responsabilizo...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Filme #13 - Quinta-Feira - 8/12/11

W (2008)


Já tinha um bom tempo que eu estava curioso para assistir esse filme do Oliver Stone. Trata-se de uma cine-biografia de George W. Bush, com ênfase em seu mandato, mas mostrando toda a trajetória da ovelha negra da influente família texana. Bush aparece no filme como um personagem complexo, capaz das maiores bobagens - principalmente durante sua juventude alcoólatra - que usou a política como um meio de se sentir aceito por seu pai, que nunca escondeu a preferência por seu irmão Jeb. Vemos o ex-presidente americano como vítima de péssimos conselheiros, que fizeram não só os americanos, mas o mundo todo viver a tensão das guerras.
O filme humaniza o personagem que foi demonizado por grande parte da mídia por quase 10 anos. Vemos que ninguém é tão bom ou tão ruim. O pesadelo de Bush ao final do filme (onde o pai de George W. - o também ex-presidente George Bush - diz que o filho enlameou o nome da família) e a pergunta da coletiva dão um tom melancólico e reflexivo ao fim do filme. Afinal: como a figura de George W. Bush passará para a história?
Vale ainda destacar as boas atuações de Josh Brolin no papel principal, James Cromwell como o Bush pai, Richard Dreyfuss como o vice Dick Cheney e Ellen Burstyn como Barbara Bush.

Quem quiser assistir, tem pra baixar aqui.

Filme #12 - Quinta-Feira - 8/12/11

Dália Negra (The Black Dahlia, 2006)


Esse filme eu tinha assistido no cinema, e quando vi para vender o DVD em promoção eu não pensei duas vezes. O filme é uma belíssima homenagem de Brian De Palma ao cinema noir. Talvez seja o canto do cisne do diretor, que fez filmes excelentes nos anos 80 (Scarface, Os Intocáveis, Pecados de Guerra) e depois se perdeu fazendo bobagens (Femme Fatale, Olhos de Serpente). O filme tem tudo que se pede para um bom noir: um protagonista incorruptível, personagens cinzentos, narração em off, fotografia sombria, crimes de difícil solução e muitas reviravoltas no final do filme. O filme é baseado em um livro de James Ellroy, baseado em um assassinato real que nunca foi solucionado. Pra quem gosta do estilo é um prato cheio...

PS: Tem um outro filme, do mesmo ano, com o mesmo nome. Eu nunca assisti, mas a única referência do diretor aparece numa lista do IMDB num top 10 de piores diretores de todos os tempos... E aí? Alguém encara?

Quem quiser assistir, tem aqui.

sábado, 26 de novembro de 2011

Filme #7 - Sábado - 26/11/11

O filho de Jo (Le Fils à Jo, 2010)




Peguei esse filme por seu apelo óbvio, o rugby, mas acabou sendo uma grata surpresa assistir a um filme leve, divertido, que fala também de paixão, dedicação e relações familiares.
Comecei a me interessar por Rugby em 2008, quando minha mãe, voltando de uma viagem à França, me trouxe um agasalho da Copa do Mundo de Rugby de 2007. Eu sabia mais ou menos do que se tratava o esporte, mas acabei procurando saber mais. Em 2009, jogava futebol com um cara que treinava rugby em Juiz de Fora. Dizia que iria, mas sempre desanimava. Até que em 2010, com a onda pós-Invictus, aconteceu uma partida do Campeonato Mineiro de Rugby em Juiz de Fora e eu fui assistir. Na semana seguinte eu já estava treinando e me apaixonei pelo esporte. Em 2011, cheguei a disputar o mineiro pelo JF Rugby, mas me lesionei em maio e já se vão 7 meses parado. Por isso, assistir jogos, jogar rugby no video-game e assistir filmes que tratem do rugby tem sido um bom meio de permanecer em contato com o esporte (mas em 2012 eu tô de volta).
O Filho de Jo é diferente dos outros principais filmes sobre o Rugby por que trata o esporte como uma coisa menos mitificada. Invictus tem toda a carga simbólica, de unir a nação sulafricana e tals, e Para sempre Vencedor transforma o Rugby numa coisa quase religiosa (não por acaso, já que conta a história de um time que era dirigido por um famoso pregador mórmon. Em uma sequência, um personagem fala "O verdadeiro Rugbier não bebe álcool". Eu quase escangalhei de tanto rir...). Além disso, o Rugby no Brasil é fortemente influenciado pelo Rugby inglês (que é a principal influência do Rugby de nossos vizinhos - Argentinos). O rugby inglês é muito tradicionalista, mas em alguns momentos é tão respeitoso que chega a ser frio. Em O filho de Jo, vemos o rugby francês, que é mais vibrante, onde a torcida grita na hora do penal e xinga o juiz. Tem muito mais a ver com nosso país do que o respeito excessivo dos britânicos e hermanos. Alguns temem esse tipo de coisa. Dizem que se o Brasil enveredar por esse caminho, o rugby brasileiro pode se tornar mais uma "jabuticaba". Pois eu digo: que se torne! Adotemos a Jabuticaba como símbolo da nossa seleção. Não quer dizer que teremos um rugby vergonhoso como o futebol brasileiro, e sim que não precisamos ficar de macacos de imitação de ingleses ou argentinos. Podemos ser respeitosos E desontraídos. Não precisamos de tanta formalidade, não precisamos ser tão solenes - principalmente enquanto torcedores.
Digressões a parte, o filme é um pouco sobre filhos seguirem seus próprios caminhos, mesmo que seja para fazer a mesma coisa que os pais. Pensemos nisso.

PS: Esse filme eu assisti com legendas em inglês, mas sei que alguns colegas do meu time não dominam o idioma. Por isso, estou aos poucos traduzindo as legendas para o português brasileiro. Deve demorar um pouco, mas quando estiver pronto eu coloco aqui no Blog.