sábado, 17 de dezembro de 2011

Filme #20 - Sábado - 17/12/11

Conan, o bárbaro (Conan, the barbarian, 2011)



Clique aqui.

Fui a este filme com as expectativas lá embaixo. Já tinha lido e ouvido várias críticas que o colocavam como um filme horroroso, quase uma ofensa aos filmes anteriores do personagem. Não sou nenhum fã xiita do Cimério: assisti os filmes anteriores, tive minha fase de comprar as revistas em preto e branco que achava pelos sebos, mas não muito mais do que isso. Por isso, me sinto qualificado para dar uma opinião que não vai ser de viúva do Schwarzenegger: o filme de Conan de 2011 é melhor do que os anteriores.
(Já sinto o calor das tochas da multidão que grita: "Herege!")
Vamos em partes: Conan, o Bárbaro de 1982 é um bom filme, mas Conan, o Destruídor, de 84, é um lixo! Vou ser gente boa e nem vou considerar a bomba Guerreiros de Fogo, de 1985 - onde disfarçaram o Conan de "Kalidor". Vamos comparar com o primeiro então.
Muita gente reclamou do visual do Jason Momoa. Ora, eles preferiam um halterofilista de peruca? Momoa é um cara forte, mas não passa aquela sensação de imobilidade, e seu cabelo parece o cabelo de um bárbaro que não passa horas no salão, ao contrário da peruca de Schwarza. Reclamam que falta "virilidade" (no sentido sexual) ao Conan novo. Ok, até acho que ele podia comer mais gente (embora duas num filme - hoje em dia - seja uma marca considerável), mas acho essa falha menos grave do que a falta de inteligência que passava o Conan antigo (por conta de seu intérprete, que mal sabia falar inglês quando o filme foi rodado). Os vilões do filme novo têm jeito de vilões do Conan, enquanto no filme antigo era James Earl Jones de franjinha! As sequências de luta do filme novo são sensacionais, em especial a luta contra os homens de areia e a luta sobre a mocinha que grita no final. Para não dizerem que eu estou detonando demais o clássico dos anos 80, a trilha sonora do antigo é muito melhor, e olha que a desse novo não chega a ser ruim. E o cartaz do filme anterior também é sem comparação.
Se você não é um schwarzeneguete, recomendo que assista esse filme sem preconceitos, e verá um excelente filme de aventura e fantasia.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Filme #19 - Sábado - 17/12/11

Águia Vermelha (Red Eagle, 2010)



Baixei aqui.

No impulso de ver muitos filmes diferentes, acabei topando com esse. Uma história de super-herói tailandesa, se passando num futuro próximo. Parecia promissor. Pois é, só parecia. 

Pra não dizer que o filme é uma catástrofe completa, a edição tem seus méritos e faz com que a coisa toda funcione por algum tempo. Porém, depois que passa a novidade, os defeitos do filme ficam evidentes demais para serem ignorados. 
A começar pela história, um amarrado de clichês preguiçosos que mal fazem sentido, guiada por um roteiro medonho, atuado por atores fracos fazendo papéis sem o menor carisma. As cenas de luta são extremamente mal coreografadas e vão ficando mais absurdas a medida que o filme segue. Essas sequências, juntamente com o figurino, dão a tudo uma cara de tokusatsu mal-feito. 
Enfim, só recomendo aos fanáticos por filmes orientais (oi, Dario!), e mesmo estes irão passar raiva, pois além de tudo, o filme não tem final! Isso mesmo, ele continuará em A guerra do Águia Vermelha: O psicobot mortal (é sério isso, gente!).

Filme #18 - Sexta-Feira - 16/12/11

Áfonya (Áfonya, 1975)


Assistido aqui.


Mais um filme soviético. Esse é uma comédia/conto moral dos anos 70. Pelo que li na wikipedia, foi um sucesso na época de seu lançamento. O personagem é um malandro, um beberrão que arruma confusões e cambalachos para sobreviver trabalhando menos. Isso fica mais interessante quando pensamos no contexto socialista da história. Em alguns momentos, me lembrou os filmes do Roberto Benigni. 
Graças ao canal do Youtube da Mosfilm estou tendo contato com todo um universo de filmes que era completamente desconhecido para mim. Recomendo fortemente para quem gosta de cinema. 


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Filme #17 - Terça-feira - 13/12/11

Se nada mais der certo (2009)


Foi por conta desse tipo de filme que eu decidi fazer o blog. Quando eu estava no Mestrado, nos idos de 2006, eu passava noites e mais noites em claro por conta de insônia. Com isso, eu assistia a Sessão Intercine quase todos os dias. Perdi a conta de quantas vezes assisti aquele filme sobre o sequestro da embaixada japonesa do Peru... Mas meu dia preferido era a segunda-feira, que tinha a Sessão Brasil.
É claro que eu vi muito filme merda nas segundas, mas foi interessante pra ver uma produção recente que só circula em cinema de tênis verde. É o caso do filme de hoje. O filme foi feito em 2008, lançado em 2009, com um elenco de atores famosos na TV (Cauã Reymond) e cinema (João Miguel) e eu nunca tinha ouvido falar.
A história é interessante: um jornalista passando por dificuldades por ter que sustentar uma amiga viciada acaba se envolvendo em uma série de crimes quando se envolve com uma jovem lésbica que se prostitui e um taxista. Os crimes vão ficando cada vez mais elaborados até chegarem a uma grande bolada envolvendo as eleições presidenciais.
Se apesar dos spoilers (não entreguei o final) você ainda quiser conferir, tem aqui pra baixar.

Filme #16 - Segunda-Feira - 12/12/11

American Pie: O livro do Amor (American Pie presents: The Book of love, 2009)



Fazem uma comédia adolescente apimentada. Dá certo, o filme é divertido. Fazem outra, não tão boa. Fazem uma terceira, e todo mundo percebe que o filme é sempre o mesmo, as piadas são sempre as mesmas, mudando somente os atores que interpretam personagens cada vez mais auto-referentes. Não, não estou falando de American Pie, estou falando de Porky's! O primeiro American Pie já era um sub-produto. Porém, o filme que assisti hoje é ainda pior: ele nem é da linhagem direta. É tipo uma franquia, cuja única exigência parece ser arrumar um papel pro Eugene Levy.
A Tela Quente costumava ter filmes pelo menos razoáveis. Ultimamente não tem passado nada que preste. Parece até que - para vender a TV por assinatura - a estratégia é piorar o conteúdo estrangeiro da TV aberta...

Filme #15 - Segunda-Feira - 12/12/11

Agulha (Igla, 1988)



Como eu já tinha dito, meu cunhado me passou alguns filmes em russo há algum tempo. Hoje assisti esse, que é um filme soviético, o que difere muito dos demais, que são russos mesmo. A começar pelo cenário: o filme se passa na antiga Alma-Ata (atualmente Almaty, no Casaquistão), e isso muda toda a fauna humana. A história é meio clichê de filmes de drogas - cara reencontra mulher que está viciada e enfrenta traficantes para recuperá-la - e a edição tenta soar pop e acaba parecendo com Armação Ilimitada em alguns momentos (nada mais justo, uma vez que a Armação era uma tentativa de linguagem pop na TV brasileira dos anos 80).
O filme é protagonizado por Viktor Tsoy, vocalista da banda Kino - uma das que eu mais ouvi nos últimos anos. Tsoy morreu pouco menos de 2 anos após o filme, e surgiu um verdadeiro culto sobre o cantor. Em Moscou e em São Petesburgo jovens se reúnem para homenageá-lo deixando cigarros e velas em muros grafitados com sua imagem.
A trilha sonora (também da banda Kino) é outro ponto forte, e a versão que eu consegui ainda tinha legendas nas músicas.
Enfim, não é um filme fácil. Tem que dar um desconto por se tratar de um filme dos anos 80, mas vale a experiência.

PS: Foi meu cunhado que me passou, mas achei o filme pra baixar nesse link. Não testei. Não me responsabilizo...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Filme #14 - Domingo - 11/12/11

Sua alteza (Your highness, 2011)


Baixei aqui.

Poucas coisas são tão sem sentido como uma comédia que não te faz rir. Sua alteza, no entanto, é pior do que isso. Além de não ter a menor graça, é também um péssimo filme de fantasia. A fita ficou famosa por ter uma cena com a Natalie Portman somente de fio dental. Nada que vem nos 55 minutos antes da breve cena nem nos 45 minutos que vêm depois vale a pena. Uma lástima.