quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Filme #27 - Quinta-Feira - 29/12/11

Expresso Transiberiano (Transiberian, 2008)



Baixei aqui.

Existe uma categoria de filme que é o filme de agonia. Não é suspense, pois você já sabe o mistério, já sabe quem matou e quem morreu. A graça toda da coisa é aquela sensação de merda iminente, claustrofóbica. Esse é um filme desses. A primeira parte podia ser um pouquinho mais curta, mas a hora final do filme é de roer os dedos. A atuação de Kingsley está impecável como sempre, mas ainda estranho ver o Harrelson fazer papel de bom moço (olho pra ele e sempre vejo um psicopata...).

Filme #26 - Quinta-Feira - 29/12/11

Irmão 2 (Brat 2, 2000)




Eu já comentei o primeiro aqui no blog. Em vários aspectos, essa sequência é superior, embora não tenha mais aquele frescor cru do primeiro filme. As cenas de ação foram melhor trabalhadas e a sequência nos Estados Unidos serviu para contrastar o modo de pensar russo do modo americano. Algumas partes da história não se concluem, o que acho excelente (não gosto de final de novela - onde todo mundo bonzinho se casa/ tem filhos e os vilões morrem). A única nota realmente negativa vai para as falas em inglês. Ao invés de legendar - ou mesmo fazer a tosqueira de todos os americanos falarem russo - toda vez que alguém fala em inglês uma dubladora dá a fala em russo, sobrepondo a fala original. Isso é muito tosco, mas pelo que eu vi é comum no cinema daquelas bandas... Pra quem gosta de um filme de ação, eu recomendo. 
PS: Esse é da leva que meu cunhado passou, logo, não faço ideia de onde conseguir para baixar...


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Filme #25 - Quinta-Feira - 22/12/11

O Veterano (The Veteran, 2011)



Baixei aqui.

Peguei esse filme completamente às cegas. Vi o cartaz, mas nem li a sinopse (que aliás, não tem nada a ver). Esperava que fosse uma espécie de Rambo, uma coisa do soldado que não consegue se adequar aos tempos de paz, mas foi isso e muito mais. Em 1h40 teve espionagem, luta contra o crime e sangue, muito sangue. Grata surpresa. 

Filme #24 - Quarta-Feira - 21/12/11

Planeta dos Macacos: A Origem (The rise of Planet of the Apes, 2011)



Baixei aqui.

As vezes, você pega algo bom, tenta fazer igual, fica totalmente diferente e ruim. Outras vezes, você pega esse algo bom, tenta fazer algo diferente, fica bem parecido e bom. Pois essa é a diferença entre esse filme e a tentativa de reboot da série feita por Tim Burton há 10 anos.
Esse filme, embora não tente emular a atmosfera dos filmes da série clássica, faz um pre-quel perfeito para aquilo que viveu Charlton Heston. Está tudo lá: dos nomes dos símios (a eterna dificuldade dos brasileiros de diferenciar monkey e ape) à viagem para Marte. O filme tem ritmo e ação sem se tornar raso, resgata um tema dos anos 60 e consegue ser atual. Você realmente ACREDITA na atuação dos macacos - graças à computação gráfica e o trabalho de Andy Serkis, o melhor ator quase não-humano de Hollywood. Se alguém estava com o pé atrás em relação a esse filme, não fique. Veja imediatamente.  

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Filme #23 - Quarta-Feira - 21/12/11

Nelson Gonçalves (2002)



Baixei aqui.

Um cantor recordista de vendas, ex-pugilista, ex-cafetão, ex-cheirador... Não tem muito como errar num documentário quando o retratado tem uma história dessa magnitude. No entanto, esse documentário peca pela mediocridade, peca pela preguiça. Ao invés de explorar as imagens de arquivo, apela para o caminho fácil (e fraco) das dramatizações. A direção de arte também foi pouco cuidadosa, chapando em P&B sem o menor tratamento, perdendo a chance de ter um trabalho mais romântico.
Vale pela história, mas tem cara de Por toda a minha vida.

Filme #22 - Quarta-Feira - 21/12/11

Assalto ao Banco Central (2011)



Clique aqui.

Pra quem olha de longe, parece muito fácil ser Hollywood. Afinal, é só entretenimento vazio, descartável. Produto enlatado para público pouquíssimo exigente. Porém, a situação muda quando se tenta copiar.
Durante décadas, o cinema brasileiro buscou o artístico, o cinema mais autoral. Nisso nós copiamos os franceses, os italianos, os alemães... Até que chegamos a uma fórmula brasileira. E até que ficamos bons. Tá certo que as vezes tem pobreza demais, sertão demais, mas temos bons filmes. Acontece que muitas vezes eram filmes que tinham mais gente em tela do que interessados em assistir. Filmes pra círculos restritos, de estudantes de comunicação e artes, gente de tênis verde e a galerinha que usa cachecol no Rio de Janeiro. Desnecessário dizer que dava prejuízo. Aí chegou a hora de fazer filme pra ganhar dinheiro, pra entretenimento. "Moleza! O público é pouco exigente!". E aí é que se estrepa.
Por um bom tempo, o cinema de entretenimento brasileiro tinha cara de novela. Olga, ...E se eu fosse você?, Deus é Brasileiro e outras coisas do tipo. O público até comparecia, mas todo mundo sabia que aquilo ali era um cineminha chinfrim. Aí vieram Cidade de Deus e Tropa de Elite, que faziam um cinema extremamente popular e de nível internacional. Mas esses, infelizmente, ainda são exceção. 
Assalto ao Banco Central é o filme de entretenimento pós-Tropa de Elite que dá errado. Do que adianta ter um excelente plot central e não saber desenvolvê-lo? De que adianta ter ótimos atores (tirando Eriberto Leão, né?) se o roteiro é mal escrito e a direção é incompetente? Assalto ao Banco Central parte da situação real para uma sucessão de clichês que faz com que quem assiste tenha a sensação de estar ruminando algo que já engoliu. Foram muitos anos até chegarmos a um cinema de arte brasileiro que fosse realmente bacana. Cidade de Deus e Tropa de Elite indicavam que o caminho para o cinema de entretenimento brasileiro podia ser mais curto. Assalto ao Banco Central indica que não.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Filme #21 - Terça-Feira - 20/12/11

Triggerman (Triggerman, 2009)



Baixei aqui.

Como eu já disse aqui, quando eu era moleque, as tardes de sábado eram do Chacrinha. Porém, quando o velho guerreiro morreu (eu tinha 6 pra 7 anos), as tardes de sábado passaram a ter um gosto diferente. Os tempos da Sessão de Sábado - que junto com a Sessão da Tarde e do Cinema em Casa fizeram a primeira parte da minha educação de cinema. E na tal Sessão de Sábado, um gênero dominava: o western, ou melhor, o Bang Bang, como dizia meu avô. 
No entanto, existem vários tipos de Bang Bang. Gosto de todos. Dos Faroestes Italianos de Sérgio Leone aos filmes de Cowboy com John Wayne. A Sessão de Sábado não se dedicava a nenhum dos dois. A especialidade era o Western mais galhofa que existe. Nesse mundo, Terence Hill e Bud Spencer eram reis. 
Triggerman é um filme estrelado e co-dirigido por Terence Hill. Bud Spencer não está nessa com ele (os dois fizeram 18 filmes juntos, mas não trabalham numa mesma película desde o início dos anos 80), mas é substituído por um Paul Sorvino que faz de tudo para emular o brucutu favorito dos anos 70. O filme é um "mais do mesmo", um pistoleiro/médico de bom coração, brigas mal coreografadas, diálogos bobos, um torneio de pôquer... E por isso mesmo é genial! É como estar de volta com 8 anos de idade. Talvez quem não viveu aquela época não consiga nutrir esse mesmo sentimento, mas para quem esteve lá, ver Hill aos 70 anos (56 de carreira) com um sorriso no rosto sacando mais rápido vale qualquer preço.