domingo, 25 de março de 2012

Resumão #2

Muitas pessoas têm perguntado porque o blog está parado (mentira, na verdade foi só o Dario...). A realidade é que não tenho assistido filmes. Nenhum. Porém, não significa que eu estou em uma bolha vegetando ou que estou vivendo para o trabalho. Nesses últimos dois meses, tenho jogado muito, lido muito e assistido a um tanto de seriados. Vou fazer um resumão com tudo isso:


Jogo #02 - 

The Elder Scroll V: Skyrim



Esse jogo me chegou às mãos no final de dezembro, já com a medalhinha de jogo do ano. Decidi guardar para janeiro, e no dia primeiro, quando a Céci foi para o plantão, comecei a jogar... Resultado: Joguei por 20 horas direto! E isso foi algo que foi se repetindo ao longo das semanas. Os cenários são lindos, as animações funcionam bem, a jogabilidade é simples... A história parece que nunca vai ter fim, e uma trama vai abrindo outra e mais outra... 
Porém... Quando estava prestes a encerrar a história principal (após já ter matado praticamente todas as histórias paralelas), comecei a perceber que o jogo tinha vários defeitos. O principal deles, em minha opinião, é o excesso de protagonismo do personagem principal. Se você vai jogando todas as missões que são oferecidas, você se torna arqui-mago do Colégio de Magia, chefe da maior guilda de ladrões do reino, chefe e salvador da guilda de assassinos, barão de duas cidades-estado, membro de umas 4 ou 5 sociedades secretas (liderando quase todas)... Isso sem contar que você é o último descendente de uma linhagem de pessoas especiais com o poder de matar dragões... Parece que a vida em Skyrim era uma pasmaceira até a chegada de  Cynan (o nome do meu personagem...). Alguns argumentam que isso é parte do jogo aberto, que você não precisa se tornar isso tudo, que pode fazer escolhas... Porém, as coisas não são bem assim. Se você não segue essas missões secundárias, dificilmente vai conseguir ter experiência para encarar a missão principal. As missões de miscelânea até podem ser ignoradas, mas as missões secundárias são parte do caminho do jogo, ou seja, são praticamente obrigatórias para a missão principal. 
Não bastasse isso, a tal missão principal, que envolve matar dragões e viagem no tempo, é chatinha... Bem pior do que a missão da guerra civil, por exemplo. No entanto, a missão da Guerra Civil se completa mais ou menos com 1/3 do jogo... E o que vem depois fica com aquela sensação de que poderia ser bem melhor... Afinal, depois do auge, tudo que vier é decadência. 
Por fim, ainda pesa no jogo o fato dele não assimilar as mudanças no mundo que acontecem durante o gameplay. Ora, eu me juntei ao império, subi ao ranking de Legado ao exterminar os rebeldes Stormcloaks... Mas qualquer guardinha de rua, mesmo depois disso, fica tentando me intimidar, e volta e meia aparece algum rebelde tardio falando dos feitos do Ulfric pra mim... Nisso, o jogo podia ter sido bem melhor...

Jogo #03

Star Wars - The Force Unleashed



Esse é um jogo antigo, mas como só recentemente comprei o XBox 360, ainda não tinha jogado. A história se passa entre os episódios III e IV da série cinematográfica, e conta a história do aprendiz secreto de Darth Vader, chamado de Starkiller. Como é material oficial da Lucas Arts, é canônico, então é essencial para qualquer fã de Guerra nas Estrelas como eu. 
O jogo é curto, e tem méritos inegáveis. Além da história envolvente, seu sistema de dificuldades é realmente calibrado. Fechei o jogo duas vezes (até mesmo para assistir aos dois finais diferentes que o jogo traz). Na primeira, fui para a dificuldade mais difícil, e demorei uns 4 finais de semana para conseguir chegar ao ponto de derrotar o Darth Vader e assumir seu lugar como aprendiz do Imperador. Da segunda, coloquei na dificuldade mais fácil, pois estava mais interessado em assistir ao final Light Side. Foram 7 horas e 30 minutos seguidos para chegar até o Imperador, derrotá-lo, ser morto e plantar a semente da Aliança Rebelde... 
O único defeito do jogo, em minha opinião, é o sistema de câmeras, que faz com que você se perca durante alguns combates. Fora isso, vale a pena demais. 

Livro #01

Guerra nas Estrelas - Herdeiros do Império (Star Wars - Heir to the empire) - Timothy Zhan



Continuando no universo criado por George Lucas, finalmente consegui ler esse que é tido como a continuação natural para a trilogia clássica. Primeira parte da chamada Trilogia Thrawn, por conta de seu carismático vilão, o Grande Almirante Thrawn, o livro conta o que aconteceu logo depois da destruição da segunda Estrela da Morte. Os esforços para se estabelecer a Nova República, a recusa de alguns generais do Império em admitir a derrota... Tudo isso já seria interessante o bastante. Porém, além disso tudo, somos surpreendidos pelo fato de que Timothy Zahn sabe escrever! Isso foi uma surpresa pra mim, que achava que seria somente uma Fan-Fic com boas ideias. O livro é agradável e, se não é nenhuma obra de arte, também não é daqueles que deixam o leitor com vergonha alheia. Recomendo demais para todos os fãs.

Seriado #02

The Clone Wars 



Pra fechar a overdose de Guerra nas Estrelas, também encarei a terceira e a quarta temporada da série animada The Clone Wars, que narra os conflitos durante a guerra que acontece entre os episódios II e III da Saga. Muita gente desanimou durante a primeira temporada, que pesava demais no uso dos dróids de combate como alívio cômico e soava muito infantil (eu mesmo quase desisti). Na segunda, isso já vinha diminuindo, e a partir da terceira não temos vestígios disso. É claro, ainda é uma série irregular, com episódios muito bons e outros bem fraquinhos. Mas, no geral, vale a pena acompanhar os desenhos. 
O final da quarta temporada trouxe de volta o vilão do Episódio I, Darth Maul. Embora isso fosse desnecessário, não foi tão ruim como todos imaginavam. Dentro da ideia estapafúrdia, tudo foi feito com alguma coerência e acabou por aumentar o destaque das Bruxas de Dathomir e Assajj Ventress, personagens bem interessantes. O ponto de encerramento da temporada faz link com várias coisas que já foram vistas nos quadrinhos, como a minissérie Obsessão. Mais uma vez: não é uma obra prima, mas vale a pena para os fãs.

Seriado #01.5

The Walking Dead



Em dezembro eu já tinha começado a comentar essa segunda temporada do seriado de zumbis, que então estava entrando em pausa. Na última semana a temporada finalmente chegou a seu fim, com reviravoltas que já se arrastavam nos últimos episódios. O antepenúltimo e o penúltimo episódios tinham sido espetaculares, o que gerou grande expectativa em torno do season finalle. Expectativa essa que, infelizmente, não se cumpriu. O episódio derradeiro era mal escrito, com diálogos que estupravam a essência de personagens que vinham sendo construído ao longo dos 18 episódios anteriores. O justo líder Rick acena para a tirania, a bondosa  e quieta Carol se torna intriguenta... Parece que os produtores perderam os roteiros e tiveram que improvisar na hora.
Aguardo ansiosamente pela terceira temporada, porque esse episódio final deixou um gosto ruim na boca...

E foi basicamente isso que fiz no final de fevereiro e em março...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Filme #67 - Segunda-feira - 13/03/12

Jumper (2008)



Após um mês sem assistir nenhum filme (mas li 2 livros, joguei muito video-game e ainda trabalhei bastante), acabei assistindo essa porcaria que estava passando na Tela Quente. Pior, já tinha visto uma vez, e acabei vendo de novo... Só de ver a cara do Hayden Christensen me dá uma raiva de lembrar o Anakin chorão que ele fez na nova trilogia Star Wars...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Filme #66 - segunda-feira - 13/02/12

Meu nome é Taylor, Drillbit Taylor (Drillbit Taylor, 2008)



Sabem o que é pior do que perder tempo vendo um filme bobo? É vê-lo pela segunda vez. Esse é um filme bem bobinho, uma comédia pra pré-adolescentes que fala sobre um dos temas da moda: bullying. Tem jeito de que vai se tornar um daqueles clássicos da Sessão da Tarde. Antes isso do que aqueles filmes das gêmeas...

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Filme #65 - domingo - 12/02/12

A soma de todos os medos (The sum of all fears, 2002)


Baixei AQUI.


Finalmente chego ao fim da "maratona" Jack Ryan, com esse que era justamente o único dos 4 filmes que eu já tinha assistido. Porém, somente ao revê-lo descobri que ele na verdade é um reboot do personagem. O Ryan deste filme (agora interpretado por Ben Affleck) se aproxima mais do personagem vivido por Alec Baldwin do que o que Harrison Ford fez em seus dois filmes. 
Não sei o que os fãs antigos acharam. Talvez tenha rolado muito mimimi, como foi quando decidiram "rebootar" o James Bond, porém acho que esse é o melhor dos 4 filmes. Tem mais ação, mais tensão, uma trama mais densa... Se tivesse que assistir somente a um, escolheria esse. 

Filme #64- sábado - 11/02/12

A era dos dragões (Age of the Dragons, 2011)



Baixei AQUI.

A ideia de se adaptar Moby Dick para um cenário de fantasia medieval não era ruim. Porém, esse filme esbarrou em três obstáculos. O primeiro foi a própria adaptação, que não conseguiu captar os conflitos de Ahab e sua tripulação, fazendo com que todos se tornassem loucos ou lamurientos como se fossem emos. O segundo foi o elenco. Danny Glover está péssimo. Quando a melhor atuação do filme todo é do Vinnie Jones, a coisa não está boa... E, pra finalizar, os efeitos especiais são medonhos, causando constrangimento toda vez que os dragões aparecem... Enfim, pelo menos o filme é curto.
Não vale nem como passatempo. 

Filme #63 - sexta-feira - 10/02/12

Guerra ao terror (The hurt locker, 2008)



Baixei AQUI.

Quando esse filme tirou de Avatar o Oscar principal de 2010, muita gente se surpreendeu. Pois, se eu já não achava a super-produção de James Cameron grandes coisas, após finalmente assistir a esse filme eu tenho a sensação de que a justiça foi feita. Guerra ao terror é um excelente filme de guerra. Gosto muito desses filmes que tiram o foco do recruta normal e colocam o conflito na visão dos especialistas. Foi assim com o ótimo Círculo de Fogo (Enemy at the gates, 2001 - tem AQUI pra baixar), que mostra a II Guerra pela visão de snipers, e em Guerra ao Terror temos o Iraque sob a ótica dos especialistas em desarmar bombas. 
O filme faz uma reflexão sobre os motivos da guerra, sobre a dificuldade em se detectar os inocentes na guerra moderna e, mais ainda, sobre como algumas pessoas passam a se sentir mais a vontade naquele cenário do que na paz.
Recomendo.  

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Filme #62 - quarta-feira - 08/02/12

A bela adormecida (Sleeping Beauty, 2011 - Já achei também como Beleza adormecida)


Baixei AQUI.

Nós sempre pensamos em cinema enquanto imagem com movimento e som, por isso causa estranheza quando aparece um filme como esse, que dispensa a trilha sonora e abusa dos planos abertos praticamente estáticos. A história começa interessante, e o filme tem uma boa premissa, que infelizmente vai se tornando aborrecida com o passar do tempo. Vale pela belíssima Emily Browning, que talvez seja uma das mulheres mais bonitas de Hollywood na atualidade. 

Filme #61 - segunda-feira - 06/02/12

O grande Dave (Meet Dave, 2008)



Demorei a comentar, mas esse filme também não é nada demais. Eddie Murphy faz um tipo de comédia claramente ultrapassado, mas que eu gosto. Norbit é um filme que sempre me arranca risadas, e vejo sempre que está passando. Porém, esse filme é bem mais fraco. Parece aquele tipo de "diversão para toda a família", sem sal nem tempero. Na verdade, não sei como aguentei ficar acordado até a 1h da manhã assistindo isso...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Jogo #01 - quarta-feira - 01/02/12

007: Blood Stone (2010)



Esse jogo eu peguei na troca de uma compra infeliz. Ao ver em uma prateleira a versão para XBox 360 do clássico Shadowrun, comprei sem mais referências. Pois o jogo era uma bomba - em nada lembrava o Shadowrun de SNES - e 2 dias depois eu voltava à loja para me desfazer do entulho. E aí decidi arriscar no bom e velho James Bond, que produziu clássicos para diversos consoles.
O jogo é muito divertido, embora seja um pouco fácil em alguns momentos, nas horas difíceis ele compensa. Tem para todos os gostos: tiroteios, investigação, stealth e muitas perseguições (talvez a parte mais trabalhosa para mim). A trama é bem típica dos filmes de 007 e os gráficos conseguem transportar o jogador para o mundinho, com Bond bem parecido com o ator Daniel Craig mesmo... A abertura com a música de Joss Stone nos faz acreditar que esse é realmente mais um episódio da série.


O jogo tem 3 pontos negativos: o primeiro é a repetição de fórmula - as fases geralmente começam com stealth, passam pra tiroteio e terminam em perseguição de carros. O segundo problema é a duração do jogo - muito curto. A história acaba ficando inconclusa. Podia ter mais algumas horinhas. E o último é a Bond Girl - sem carisma, parece não ter sido construída com o mesmo cuidado dos demais protagonistas, talvez por falta de uma atriz para servir de base. Poderia comentar também a ausência de um daqueles vilões típicos dos filmes de 007, mas parece que essa é uma tendência também dos filmes da série. Uma pena.
O multiplayer é divertido, porém as salas são vazias, talvez por não ser o principal atrativo do jogo. Esse não é um daqueles jogos que você TEM que ter, mas também não é uma compra ruim. Vale para aqueles que - como eu - são viciados no personagem. 

Filme #60 - terça-feira - 31/01/12

Simonal - Ninguém sabe o duro que dei (2009)



Baixei AQUI

Mais interessante do que simplesmente conhecer a história de Wilson Simonal (que já não é pouca coisa), o bacana desse documentário é entender a crueldade do chamado "Cemitério dos Mortos-vivos" instituído pelos intelectuais de esquerda dos anos 60 e 70. A patrulha ideológica que forçava o posicionamento de todos - não importando se eles desejam ou não se posicionar publicamente. O pior é que esse tipo de patrulhamento não desapareceu. Ele está mais difuso, mais sutil, mas continua existindo. Segue a narrativa que coloca uma tendência política como O bem e a outra como O mal. Que se cuidem os não-alinhados, os politicamente incorretos, os que não rezam de acordo com a cartilha pré-estabelecida...
A história verdadeira de Simonal parece envolta em boatos, em versões conflitantes e muita fanfarronice por parte do cantor. A verdade dificilmente será conhecida.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Filme #59 - terça-feira - 31/01/12


Bruna Surfistinha (2011)



Baixei AQUI

Filminho chinfrim. Como drama, é chatinho, não nos envolve, não nos atrai. Como filme "erótico", não excita, apesar de todas as cenas de nudez e insinuação de sexo. A atuação de Débora Secco não conseguiu dar cor à vida da ex-prostituta, e o roteiro não conseguiu passar da superficialidade do relato sem contexto. Não cheguei a ler todo, mas - pelo que li ao folhear numa livraria - o livro não passa de um amarrado de relatos eróticos mal escritos. Acho que a ideia de adaptar isso para o cinema já começou toda errada...  Esse filme é daqueles que será esquecido em poucos anos.

Filme #58 - terça-feira - 31/01/12


Cilada.com (2011)



Baixei AQUI

O perigo desses filmes baseados em programas de TV é cair no episódio ampliado, quando se mantem a fórmula do show e só muda a duração. Aconteceu isso com Os Normais, com A grande família - o filme e até com Os Simpsons. Cilada.Com não tem o mesmo modelo do programa Cilada, da Multishow, tampouco do quadro do Fantástico, mas isso não é necessariamente uma coisa boa. A interação entre protagonista e público e o formato meta-documentário foram abandonados, mas em seu lugar o que veio foi um dos clichês mais clássicos das comédias românticas: o homem que não fala "eu te amo". 
O filme até tem boas piadas, mas não é muito mais que isso. Vale pra uma tarde chuvosa e só.

Filme #57 - terça-feira - 31/01/12

Besouro Verde (The Green Hornet, 2011)



Tem AQUI pra baixar. 

Eu nunca assisti o seriado de TV original (que é famoso por ter revelado Bruce Lee para as telas), muito menos ouvi o seriado de rádio, mas gostei bastante dessa comédia. Sim, comédia! O filme é uma paródia das histórias do milionário que decide se tornar super-herói. Em vários aspectos, me lembrou Kick-Ass. O diálogo entre James Franco e Christopher Waltz no início do filme vale a película. Temos aqui um excelente filme para as "Sessões da Tarde" da próxima década. 

Filme #56 - terça-feira - 31/01/12

O homem que copiava (2003)



Quando eu tirei o VIPs, estava passando na Globo O homem que copiava, filme que eu já tinha assistido no cinema na época em que foi lançado, e - apesar de ter perdido os 10 primeiros minutos - acabei vendo até o final. Gosto bastante do filme, que sabe trabalhar bem a fantasia e o real. Na primeira meia-hora do filme, Furtado parece preso àquela montagem repetitiva que o consagrou em Ilha das Flores, mas depois ganha cara própria com sua trama cheia de viradas mirabolantes...
Uma coisa que eu nunca tinha reparado é na qualidade das atuações, principalmente de Lázaro Ramos e Leandra Leal. Os dois fazem um casal de tímidos, sempre de um modo tão constrangido um com o outro que é brilhante. Nesse campo, destoam a Luana Piovani (pela ruindade mesmo) e Pedro Cardoso (que, talvez por estar interpretando um personagem com o mesmo nome que ele, parecia estar no automático, fazendo um novo Agostinho, somente um pouco mais contido). Jorge Furtado tem as manhas de fazer um cinema que serve para o entretenimento sem perder a qualidade (como também em Houve uma vez dois verões, filme que eu adoro). Recomendo mesmo que acabe quase as 4 da manhã. 

PS: Acabei me lembrando desse curta-metragem, também clássico, de Jorge Furtado:

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Filme #55 - terça-feira - 31/01/12

VIPs (2011)



Baixei AQUI

No final do filme, aparece a mensagem: "Essa é uma obra de ficção baseada no livro 'VIPs - Histórias Reais de um mentiroso', de Mariana Caltabiano". Mais justo seria dizer: essa é uma obra de ficção barata que rouba alguns episódios do livro e inventa o resto para não ter que se aprofundar na questão fundamental: porque o cara fazia isso tudo? A resposta: porque ele podia. Porque era fácil. Porque as pessoas são ingênuas, querem tirar vantagem...
O filme é bem fraco, mas o Wagner Moura consegue ter uma boa atuação - como sempre. A produção podia se preocupar mais com a verossimilhança (na cena onde Bizarro canta em um puteiro no Paraguai, as mulheres parecem todas assistentes de palco do Caldeirão do Huck. Essa pessoa obviamente nunca entrou em um puteiro, e nem nunca foi ao Paraguai...). Não vale o tempo perdido. Melhor assistir Prenda-me se for capaz (Catch me if you can, 2002, AQUI pra baixar), que conta a história de um picareta do mesmo naipe, porém com melhor direção e mais respeito aos fatos reais.

Filme #54 - segunda-feira - 30/01/12

Pumas de bronze, coração de ouro (Pumas de bronce, corazón de oro, 2008)


Tem AQUI pra baixar.


Alguns podem se perguntar porque me apaixonei pelo rugby, e histórias como a desse documentário é o que mais se aproxima de uma resposta. É impossível não se envolver no drama da campanha da Argentina na Copa de 2007, quando eles passaram de azarões até chegar ao inédito terceiro lugar no mundial. Cada corte, cada tackle, cada preleção é um momento mágico, que nos faz entender a superação dos Pumas. 
Recomendo a todos que gostem de esportes, independente de conhecerem o rugby. 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Filme #53 - domingo - 29/01/12

Inferno Vermelho (Red Heat, 1988)



Já era madrugada de sábado pra domingo e eu tinha acabado de assistir dois filmes na sequência mas, ao zapear, peguei esse filme ainda nos créditos iniciais (logo, perdi a primeira cena, da luta na sauna). Até comemorei, pois estou tentando pegar esse filme no torrent e a transmissão não andou nem um bit em uma semana. Como eu disse, alguns filmes de Schwarza são de um humor involuntário. Aqui, a ideia era mesmo misturar ação e humor, já que co-protagonista é o comediante James Belushi (que nos anos 80 parece ter se especializado nesse tipo de Cross-Over). A atuação "mecânica" de Arnold fazia com que ele fosse um candidato perfeito para o papel de robôs, e os russos eram representados no cinema americano dos anos 80 ou como Bons Selvagens ou como Autômatos escravos do Sistema.
A trama é rasa, mas o filme é mais assistível do que alguns outros clássicos de ação da época.

PS: Lawrence Fishburn faz uma ponta aqui séculos antes de Matrix, e Ed O'Ross faz o vilão russo, o que o preparou pra ser o Nikolai, do A Sete Palmos (Six Feet Under).   

Filme #52 - sábado - 28/01/12

S.W.A.T. - Comando Especial (S.W.A.T., 2003)


Apesar de ser meio antigo, eu não tinha visto esse filme. Baseado na série de TV antiga, ele é mais um genérico do que uma homenagem. Aliás, tudo nesse filme é genérico. Michelle Rodriguez faz papel de Michelle Rodriguez, Colin Farrell fazendo mais uma vez Colin Farrell, Samuel L Jackson atuando no automático... Enfim, não tava perdendo nada em não ver esse filme...

sábado, 28 de janeiro de 2012

Filme #51 - sábado - 28/01/12

True Lies (1994)



Esse é um daqueles filmes que, se está passando, eu sempre paro para assistir. Hoje passou na FX e eu não podia deixar de prestigiar o Governator. A carreira de Schwarzenegger tem duas facetas: uma séria (muitas vezes marcada pelo humor involuntário, como em Predador e Comando para Matar), outra completamente galhofa (que começa com Um tira no Jardim da Infância e passa por O último grande herói - dois clássicos). É claro que o 'gigante pra ninguém botar defeito' também tem bons filmes. Vingador do Futuro é uma ficção científica classe A, e a série Exterminador do Futuro marcou uma época.
True Lies brinca com todos os clichês dos filmes de espionagem e dos filmes de ação, com direito a explosões e uma trama rocambolesca. Pena que o diretor James Cameron abandonou os bons filmes em nome do pretensioso (e aborrecido) Avatar.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Filme #50 - quinta-feira - 26/01/12


Magnólia (Magnolia, 1999)



Baixei AQUI

Esse filme é um soco no estômago. Lembro que quando vi pela primeira vez quase morri de tanto chorar no cinema. Quase 12 anos depois eu vejo de novo e ele ainda tem o mesmo impacto. Atuações fantásticas, direção cirúrgica, trilha sonora perfeita. Se você ainda não assistiu, pare tudo e veja AGORA.
PS: Fiquei pensando: como esse filme não ganhou o Oscar em 2000. A minha surpresa foi maior quando vi que ele nem foi indicado. Aí fui ver que era o ano de Beleza Americana, outro filmaço. Mas pelo menos entre os 5 melhores do ano ele devia estar... (É muito melhor que Regras da Vida e O sexto sentido).