quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Filme #13 - Quinta-Feira - 8/12/11

W (2008)


Já tinha um bom tempo que eu estava curioso para assistir esse filme do Oliver Stone. Trata-se de uma cine-biografia de George W. Bush, com ênfase em seu mandato, mas mostrando toda a trajetória da ovelha negra da influente família texana. Bush aparece no filme como um personagem complexo, capaz das maiores bobagens - principalmente durante sua juventude alcoólatra - que usou a política como um meio de se sentir aceito por seu pai, que nunca escondeu a preferência por seu irmão Jeb. Vemos o ex-presidente americano como vítima de péssimos conselheiros, que fizeram não só os americanos, mas o mundo todo viver a tensão das guerras.
O filme humaniza o personagem que foi demonizado por grande parte da mídia por quase 10 anos. Vemos que ninguém é tão bom ou tão ruim. O pesadelo de Bush ao final do filme (onde o pai de George W. - o também ex-presidente George Bush - diz que o filho enlameou o nome da família) e a pergunta da coletiva dão um tom melancólico e reflexivo ao fim do filme. Afinal: como a figura de George W. Bush passará para a história?
Vale ainda destacar as boas atuações de Josh Brolin no papel principal, James Cromwell como o Bush pai, Richard Dreyfuss como o vice Dick Cheney e Ellen Burstyn como Barbara Bush.

Quem quiser assistir, tem pra baixar aqui.

Filme #12 - Quinta-Feira - 8/12/11

Dália Negra (The Black Dahlia, 2006)


Esse filme eu tinha assistido no cinema, e quando vi para vender o DVD em promoção eu não pensei duas vezes. O filme é uma belíssima homenagem de Brian De Palma ao cinema noir. Talvez seja o canto do cisne do diretor, que fez filmes excelentes nos anos 80 (Scarface, Os Intocáveis, Pecados de Guerra) e depois se perdeu fazendo bobagens (Femme Fatale, Olhos de Serpente). O filme tem tudo que se pede para um bom noir: um protagonista incorruptível, personagens cinzentos, narração em off, fotografia sombria, crimes de difícil solução e muitas reviravoltas no final do filme. O filme é baseado em um livro de James Ellroy, baseado em um assassinato real que nunca foi solucionado. Pra quem gosta do estilo é um prato cheio...

PS: Tem um outro filme, do mesmo ano, com o mesmo nome. Eu nunca assisti, mas a única referência do diretor aparece numa lista do IMDB num top 10 de piores diretores de todos os tempos... E aí? Alguém encara?

Quem quiser assistir, tem aqui.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Filme #11 - Terça-Feira - 6/12/11

Alô alô Terezinha (2009)


Baixei Aqui.

Minha cunhada me indicou às cegas esse documentário, e valeu muito a pena por vários aspectos. O primeiro deles foi o tema. Preciso dizer: eu odiava o Chacrinha. Eu me lembro de ter uns 5, 6 anos, e ter somente os finais de semana para assistir TV. Porém, desde as 14h até a hora da novela, a TV só tinha um programa: O Cassino do Chacrinha. Em um tempo sem TV fechada, sem nem mesmo vídeo cassete, onde só pegava uns 3 canais na televisão... Enfim, era um pesadelo pra quem sempre gostou da caixa mágica. No entanto, apesar disso tudo, depois, mais velho, fui entendendo o valor e a graça do Velho Guerreiro. O programa era uma mistura bizarra de um Ratinho mais caótico com mulheres semi-nuas e música popularesca. Não tinha como não sair alguma coisa pelo menos curiosa dessa mistura.
A música é um show a parte do documentário. Logo no início, um calouro que havia sido "buzinado" várias vezes no Cassino declarava que achava Roberto Carlos "um bosta"! Até aí, tudo bem. Mais pra frente, temos Agnaldo Timóteo disparando sua língua de trapo pra cima de João Gilberto, Bossa Nova e Tropicália. Esse depoimento já é mais significativo: evidencia a existência de uma disputa velada entre a MPB - alinhada às elites intelectualóides - e a música popular - chamada de brega, tida como de mau gosto. O programa de Chacrinha era o principal ponto de mediação dessa disputa entre esses dois ramos tão distintos, que disputam - há quase 5 décadas - a primazia de representar não oficialmente o povo brasileiro. (Para mais, leiam a minha dissertação de mestrado).
Além disso, o filme tem a direção de Nelson Hoineff, jornalista responsável pelo marco do politicamente incorreto da TV Brasileira "Documento Especial", da TV Manchete. Com um estilo cru, ele não doura a pílula, mostrando o lado tosco dos entrevistados, expondo o ridículo que se leva a sério, e por isso mesmo constrange e diverte. Se ainda restou alguma dúvida, eu deixo um episódio do "Documento Especial". O filme do Chacrinha tem essa pegada. Divirtam-se.





Filme #10 - Terça-Feira - 6/12/11

Rango (Rango, 2011)


Baixei aqui.

Algumas pessoas têm um certo preconceito contra filmes em animação. Se esquecem que a parte principal da coisa é o "filme", que "animação" é somente o jeito de se contar a história. O problema é que alguns estúdios também se esquecem disso. Têm gráficos incríveis mas pecam pelas histórias ruins.
Além disso, existe um grande preconceito quanto aos filmes infantis. Alguns acham que as crianças são estúpidas, que para elas vale qualquer porcaria, que pode ser tudo meio mal feito, não tem problema.
Felizmente, os grandes estúdios de animação já se tocaram que um filme infantil pode ser um filme completo. Filmes como Wall-E e Os Incríveis já mostram que uma mesma história pode agradar adultos E crianças ao mesmo tempo, com elementos diferentes.
Pois Rango entra nessa categoria. É um filme fantástico. Desde já favorito para o Oscar de Melhor Filme de Animação, o filme de Gore Verbinski (na minha opinião - o melhor dele) merecia concorrer a todos os prêmios. Agrada em cheio àqueles adultos que gostam de um bom western, que poderão identificar as referências aos clássicos do estilo. E também é uma ótima diversão para as crianças, que vão se divertir com personagens inusitados como o lagarto xerife, o tatu-mexicano-místico e os roedores atrapalhados do saloon.
Levar uma criança para assistir Rango é um bom caminho para que ele goste dos filmes de Sérgio Leone e Clint Eastwood.
Mais do que recomendado, este é um dos melhores longas de 2011 - de animação ou não - que eu vi esse ano.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Filme #9 - Terça-Feira - 6/12/11

A ilha do medo (Shutter Island, 2010)


Já tinha assistido esse filme em Blu-Ray, mas acabei pegando o filme já iniciado no TeleCine Premium. Perdi os 15, talvez 20 minutos, mas me lembro bem do filme. Scorsese ainda tem a manha de fazer filmes assustadores. É claro que A ilha do medo não chega aos pés de Cabo do Medo (Cape Fear, 1991), - do mesmo diretor - mas é um excelente filme. A atuação de DiCaprio consegue convencer e as reviravoltas do roteiro são fluidas, sem muita forçação de barra.
Recomendado.

PS: A dublagem brasileira não incomoda, mas não entendo o propósito de um canal de filmes passar toda a sua grade dublada. Por mais que as pesquisas digam que os telespectadores preferem filmes dublados, a lógica da TV a Cabo é justamente ter opções. Bons tempos do TeleCine Premium em inglês e TeleCine Pipoca com os mesmos filmes em português... Opção, é disso que estamos falando!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Seriado #1 - Sábado - 03/12/11

The Walking Dead (2010 e 2011)

Como eu disse, o final de período está me complicando para assistir filmes. Porém, dá pra continuar acompanhando os seriados, por estes terem episódios menores.
Nesse final de semana eu acabei de ver a primeira metade (agora só volta no dia 12 de fevereiro) da segunda temporada de The Walking Dead, sensacional série de zumbis baseada em quadrinhos homônimos. Se você ainda não viu, recomendo que tire 12 horas da sua vida para assistir às duas temporadas e se inteirar do que está sendo feito de melhor na TV americana.


Baixei aqui

Daqui pra frente, o spoiler come solto. Leia por sua conta e risco.


O grande mestre dos filmes de Zumbi, George Romero, sempre fez questão de afirmar que os zumbis na verdade eram personagens criados para analogia. Para Romero, os Zumbis representavam os excluídos, os sem-voz da sociedade. E é sob essa ótica que aprendi a observar os desmortos.
O zumbi, enquanto monstro, é fraco. Ele é previsível. A graça dos filmes de zumbi nunca esteve nas perseguições e sustos, e sim nas relações humanas entre os sobreviventes nessa condição extrema (o melhor filme de Zumbis de todos os tempos, Despertar dos Mortos, chega a ter quase uma hora sem que nenhum morto-vivo rasteje pela tela). O seriado da AMC não é diferente.
Nessa segunda temporada, os sobreviventes conseguem chegar a um porto-seguro, uma fazenda onde eles conseguem se ver quase a salvo da infestação zumbi que tomava conta do mundo. A permanência dos sobreviventes estava sujeita a uma série de regras básicas, impostas pelos donos da fazenda. Porém, nos dois últimos episódios, é revelada uma situação nova: o dono do lugar se recusa a matar os "errantes", preferindo trancá-los em seu celeiro, onde eles não podem fazer mal a ninguém. O argumento de Hershel (o dono da fazenda): Aqueles são seres humanos. Doentes, famintos, mas ainda pais, mães, irmãos e esposos de alguém.
Isso deflagra um verdadeiro motim entre os sobreviventes. Shane, o herói sem caráter, lidera os sobreviventes em uma matança sem piedade. O que legitima a matança de Shane? "Eles não são como nós. Eles não morrem (ou seria "vivem") como nós".
Se pararmos para pensar, o pensamento de Shane é a origem de todas as guerras. Mesmo que o outro não constitua uma ameaça imediata, é quase impossível simplesmente tolerar sua presença. "Os zumbis os matariam sem dó", argumentaria alguém. Mas é o fato dos "sobreviventes" não matarem sem sequer refletir que os torna diferentes dos errantes. A fazenda de Hershel era a civilização em meio ao caos que se tornou o mundo na praga. Ao atirar no primeiro zumbi do celeiro, Shane trouxe a barbárie para aquele refúgio. Sem respeitar as regras estabelecidas, sem respeitar a hierarquia do próprio grupo, sem preservar os valores humanos que são tão caros a todos, Shane igualou vivos e mortos com um puxão de gatilho.
Afinal, o que é ser zumbi hoje em dia?

Recomendo o disco ZombieOper: Um ensaio sobre o apodrecimento da humanidade em 2 atos. Ouça aqui.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Semana de retalhos

Essa semana, por conta do final do semestre, eu não estou conseguindo assistir a nenhum filme inteiro. Vi um bom pedaço do "Na Teia de Aranha" (Along came a spider, 2001 - Bem mais ou menos), um trechinho de "Dirty Dancing - Ritmo quente" (Dirty Dancing, 1987 - Eu detesto, mas era sala de espera) e agora está passando minha comédia romântica favorita - "Um lugar chamado Notting Hill" (Notting Hill, 1999). Infelizmente, pra variar, mesmo que eu tivesse tempo, a Globo está picotando o filme na Sessão da tarde - a um ponto de quase não dar para entender o que está acontecendo. Não entendo porque uma emissora se presta a esse papel. Seria preferível procurar um filme que coubesse na janela que eles têm na programação. Se você mora em Marte e nunca viu esse clássico, ou assim como eu gostaria de revê-lo, baixe aqui.


Quando eu era aluno, reclamava que o fim de semestre era terrível. Agora que sou professor, sei que é muito pior. Antes eu tinha que fazer uns 5 ou 6 trabalhos ou provas. Agora tenho 20 provas e 47 trabalhos para corrigir até a semana que vem... Quando receberei mais 47 trabalhos! E ainda tenho que preparar segunda chamada e prova final... Professor sofre!