terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Filme #59 - terça-feira - 31/01/12


Bruna Surfistinha (2011)



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Filminho chinfrim. Como drama, é chatinho, não nos envolve, não nos atrai. Como filme "erótico", não excita, apesar de todas as cenas de nudez e insinuação de sexo. A atuação de Débora Secco não conseguiu dar cor à vida da ex-prostituta, e o roteiro não conseguiu passar da superficialidade do relato sem contexto. Não cheguei a ler todo, mas - pelo que li ao folhear numa livraria - o livro não passa de um amarrado de relatos eróticos mal escritos. Acho que a ideia de adaptar isso para o cinema já começou toda errada...  Esse filme é daqueles que será esquecido em poucos anos.

Filme #58 - terça-feira - 31/01/12


Cilada.com (2011)



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O perigo desses filmes baseados em programas de TV é cair no episódio ampliado, quando se mantem a fórmula do show e só muda a duração. Aconteceu isso com Os Normais, com A grande família - o filme e até com Os Simpsons. Cilada.Com não tem o mesmo modelo do programa Cilada, da Multishow, tampouco do quadro do Fantástico, mas isso não é necessariamente uma coisa boa. A interação entre protagonista e público e o formato meta-documentário foram abandonados, mas em seu lugar o que veio foi um dos clichês mais clássicos das comédias românticas: o homem que não fala "eu te amo". 
O filme até tem boas piadas, mas não é muito mais que isso. Vale pra uma tarde chuvosa e só.

Filme #57 - terça-feira - 31/01/12

Besouro Verde (The Green Hornet, 2011)



Tem AQUI pra baixar. 

Eu nunca assisti o seriado de TV original (que é famoso por ter revelado Bruce Lee para as telas), muito menos ouvi o seriado de rádio, mas gostei bastante dessa comédia. Sim, comédia! O filme é uma paródia das histórias do milionário que decide se tornar super-herói. Em vários aspectos, me lembrou Kick-Ass. O diálogo entre James Franco e Christopher Waltz no início do filme vale a película. Temos aqui um excelente filme para as "Sessões da Tarde" da próxima década. 

Filme #56 - terça-feira - 31/01/12

O homem que copiava (2003)



Quando eu tirei o VIPs, estava passando na Globo O homem que copiava, filme que eu já tinha assistido no cinema na época em que foi lançado, e - apesar de ter perdido os 10 primeiros minutos - acabei vendo até o final. Gosto bastante do filme, que sabe trabalhar bem a fantasia e o real. Na primeira meia-hora do filme, Furtado parece preso àquela montagem repetitiva que o consagrou em Ilha das Flores, mas depois ganha cara própria com sua trama cheia de viradas mirabolantes...
Uma coisa que eu nunca tinha reparado é na qualidade das atuações, principalmente de Lázaro Ramos e Leandra Leal. Os dois fazem um casal de tímidos, sempre de um modo tão constrangido um com o outro que é brilhante. Nesse campo, destoam a Luana Piovani (pela ruindade mesmo) e Pedro Cardoso (que, talvez por estar interpretando um personagem com o mesmo nome que ele, parecia estar no automático, fazendo um novo Agostinho, somente um pouco mais contido). Jorge Furtado tem as manhas de fazer um cinema que serve para o entretenimento sem perder a qualidade (como também em Houve uma vez dois verões, filme que eu adoro). Recomendo mesmo que acabe quase as 4 da manhã. 

PS: Acabei me lembrando desse curta-metragem, também clássico, de Jorge Furtado:

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Filme #55 - terça-feira - 31/01/12

VIPs (2011)



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No final do filme, aparece a mensagem: "Essa é uma obra de ficção baseada no livro 'VIPs - Histórias Reais de um mentiroso', de Mariana Caltabiano". Mais justo seria dizer: essa é uma obra de ficção barata que rouba alguns episódios do livro e inventa o resto para não ter que se aprofundar na questão fundamental: porque o cara fazia isso tudo? A resposta: porque ele podia. Porque era fácil. Porque as pessoas são ingênuas, querem tirar vantagem...
O filme é bem fraco, mas o Wagner Moura consegue ter uma boa atuação - como sempre. A produção podia se preocupar mais com a verossimilhança (na cena onde Bizarro canta em um puteiro no Paraguai, as mulheres parecem todas assistentes de palco do Caldeirão do Huck. Essa pessoa obviamente nunca entrou em um puteiro, e nem nunca foi ao Paraguai...). Não vale o tempo perdido. Melhor assistir Prenda-me se for capaz (Catch me if you can, 2002, AQUI pra baixar), que conta a história de um picareta do mesmo naipe, porém com melhor direção e mais respeito aos fatos reais.

Filme #54 - segunda-feira - 30/01/12

Pumas de bronze, coração de ouro (Pumas de bronce, corazón de oro, 2008)


Tem AQUI pra baixar.


Alguns podem se perguntar porque me apaixonei pelo rugby, e histórias como a desse documentário é o que mais se aproxima de uma resposta. É impossível não se envolver no drama da campanha da Argentina na Copa de 2007, quando eles passaram de azarões até chegar ao inédito terceiro lugar no mundial. Cada corte, cada tackle, cada preleção é um momento mágico, que nos faz entender a superação dos Pumas. 
Recomendo a todos que gostem de esportes, independente de conhecerem o rugby. 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Filme #53 - domingo - 29/01/12

Inferno Vermelho (Red Heat, 1988)



Já era madrugada de sábado pra domingo e eu tinha acabado de assistir dois filmes na sequência mas, ao zapear, peguei esse filme ainda nos créditos iniciais (logo, perdi a primeira cena, da luta na sauna). Até comemorei, pois estou tentando pegar esse filme no torrent e a transmissão não andou nem um bit em uma semana. Como eu disse, alguns filmes de Schwarza são de um humor involuntário. Aqui, a ideia era mesmo misturar ação e humor, já que co-protagonista é o comediante James Belushi (que nos anos 80 parece ter se especializado nesse tipo de Cross-Over). A atuação "mecânica" de Arnold fazia com que ele fosse um candidato perfeito para o papel de robôs, e os russos eram representados no cinema americano dos anos 80 ou como Bons Selvagens ou como Autômatos escravos do Sistema.
A trama é rasa, mas o filme é mais assistível do que alguns outros clássicos de ação da época.

PS: Lawrence Fishburn faz uma ponta aqui séculos antes de Matrix, e Ed O'Ross faz o vilão russo, o que o preparou pra ser o Nikolai, do A Sete Palmos (Six Feet Under).